quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

simples

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Quando compreendemos a verdade eterna de que ‘tudo muda’ e nela encontramos serenidade, estamos no Nirvana. Cada momento desse despertar traz sensibilidade para a tragédia e para a beleza. Quando precisamos de força, lá está ela; quando precisamos de flexibilidade e submissão, lá estão elas. Ficamos à vontade nesta vida incrível.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

domingo, 28 de fevereiro de 2010

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Há séculos se fala dos mitos gregos como se fossem algo a ser encontrado, que tivesse de ser despertado. Na verdade, são aquelas fábulas que esperam ainda acordar-nos...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

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Navego pela memória
sem margens.

Alguém conta minha história
e alguém mata os personagens.

explicação, vaga música

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

o herói e o monstro

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Abatido o monstro, permanece a impureza que persegue o herói. Faz parte da obra civilizatória do herói autoeliminar-se. Porque o herói é monstruoso. Logo depois dos monstros, morrem os heróis.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

o herói e a princesa

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Existe um equívoco entre o herói e a princesa, que continua a repercutir em tantas histórias entre homens e mulhers, pelo menos até o ponto em que o homem pensa ser o herói e a mulher imagina ser a princesa, isto é, quase sempre. O herói sabe que para vencer o monstro era indispensável a ajuda da pricesa e a princesa sonha que o herói vem apenas para rapta-la. Foi um jogo de silêncio e de conveniências: tanto o herói quanto a princesa queriam dar a entender, o primeiro à outra e ela a si mesma, que a morte do monstro fosse apenas o pretexto para o rapto.

Contudo, para o herói, o monstro jamais é um só. Por isso não se deixa esquecer: todo monstro é um prelúdio ao monstro sucessivo. É mais fácil que a pricesa seja esquecida. Os monstros possuem uma identidade difusa, que se encontra e se repete em cada fragmento do monstro, ao passo que cada mulher é um perfil e , a todo momento, um novo perfil pode encobrir os outros. Assim, as histórias entre os heróis e as princesas tendem a terminar mal.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

flashback

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O sol da manhã rebrilhou na espada de bronze. Já não restava qualquer vestígio de sangue.

- Acreditarás, Ariadne? - disse Teseu. - O minotauro apenas se defendeu.

a casa de asterion, o aleph

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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Saio do sonho, da noite, do absurdo:
sou navegante que aborda o limite humano,
      espuma breve.

sonho, dispersos

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

avatar


No Hinduísmo três deuses regem o Universo.

Três, que são também um só.

Brahma, o Criador...

Shiva, o Destruidor...
... sempre presente quando a história acaba.

E Vishnu, o Inverso...
... é ele quem perpetua os mundos
e os mantém.

Quando o caos ameaça...
Vishnu toma uma forma terrena,
e vem fazer seu papel entre nós.

Sua ação é sutil e misteriosamente clara.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

dionisios ares afrodite


aos deuses mais cruéis

    juventude eterna


eles nos dão de beber

   na mesma taça

o vinho, o sangue e o esperma

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

o louco


Diônisio, o louco, representa o impulso irracional que provoca a mudança, a abertura de caminhos e a ampliação dos horizontes desconhecidos.

Os impulsos irracionais em algumas circunstâncias são muito criativos; em outras, contudo, são destrutivos e, na maior parte das vezes, são as duas coisas ao mesmo tempo.

Por isso, o Louco é uma figura ambivalente, pois não existe garantia, no início de cada viagem, de chegarmos a salvo, ou mesmo de chegarmos ao fim dela. Mas não começar a viagem é negar o deus que habita dentro de nós e psicologicamente estaríamos negando todo nosso potencial jovem e criativo, que é muito maior do que nós mesmos.


o tarô mitológico, juliet sharman-burke e liz greene

sábado, 2 de janeiro de 2010

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Esta noite no meu quarto
uma luz da lua azul.


lua azul é quando ocorre uma segunda lua cheia num mesmo mês, isto acontece a cada dois ou tres anos, as últimas foram 31 de maio de 2007 e 31 de dezembro de 2009.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

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Tão pouco somos, - e tanto causamos,
com tão longos ecos!
Nossas viagens têm cargas ocultas, de desconhecidos vínculos.
Entre o desejo de itinerário, uma lei que nos leva
age invisível e abriga
mais que o itinerário e o desejo.


contemplação, mar absoluto

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

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Segredos, silenciosos, de pedra,
sentados nos palácios escuros
de nossos dois corações:
segredos cansados de sua tirania:
tiranos que desejam ser destronados.


ulysses, inéditos e dispersos