Diônisio, o louco, representa o impulso irracional que provoca a mudança, a abertura de caminhos e a ampliação dos horizontes desconhecidos.
Os impulsos irracionais em algumas circunstâncias são muito criativos; em outras, contudo, são destrutivos e, na maior parte das vezes, são as duas coisas ao mesmo tempo.
Por isso, o Louco é uma figura ambivalente, pois não existe garantia, no início de cada viagem, de chegarmos a salvo, ou mesmo de chegarmos ao fim dela. Mas não começar a viagem é negar o deus que habita dentro de nós e psicologicamente estaríamos negando todo nosso potencial jovem e criativo, que é muito maior do que nós mesmos.
o tarô mitológico, juliet sharman-burke e liz greene
Três luas, Dionísio, não te vejo.
ResponderExcluirTrês luas percorro a Casa, a minha,
E entre o pátio e a figueira
Converso e passeio com meus cães
E fingindo altivez digo à minha estrela
Essa que é inteira prata, dez mil sóis
Sirirus pressaga
Que Ariana pode estar sozinha
Sem Dionísio, sem riqueza ou fama
Porque há dentro dela um sol maior.
Amor que se alimenta de uma chama
Movediça e lunada, mais luzente e alta
Quando tu, Dionísio, não estás.
(Hilda Hilst)