quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

o louco


Diônisio, o louco, representa o impulso irracional que provoca a mudança, a abertura de caminhos e a ampliação dos horizontes desconhecidos.

Os impulsos irracionais em algumas circunstâncias são muito criativos; em outras, contudo, são destrutivos e, na maior parte das vezes, são as duas coisas ao mesmo tempo.

Por isso, o Louco é uma figura ambivalente, pois não existe garantia, no início de cada viagem, de chegarmos a salvo, ou mesmo de chegarmos ao fim dela. Mas não começar a viagem é negar o deus que habita dentro de nós e psicologicamente estaríamos negando todo nosso potencial jovem e criativo, que é muito maior do que nós mesmos.


o tarô mitológico, juliet sharman-burke e liz greene

Um comentário:

  1. Três luas, Dionísio, não te vejo.
    Três luas percorro a Casa, a minha,
    E entre o pátio e a figueira
    Converso e passeio com meus cães
    E fingindo altivez digo à minha estrela
    Essa que é inteira prata, dez mil sóis
    Sirirus pressaga
    Que Ariana pode estar sozinha
    Sem Dionísio, sem riqueza ou fama
    Porque há dentro dela um sol maior.
    Amor que se alimenta de uma chama
    Movediça e lunada, mais luzente e alta
    Quando tu, Dionísio, não estás.
    (Hilda Hilst)

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